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FUNDAÇÃO PROAMB – ENTREVISTA

    Professor do MBA da Proamb, cuja segunda turma está com inscrições abertas, avalia mudanças no mercado por conta da tecnologia

    Em um cenário de inteligência artificial, computação cognitiva e indústria 4.0, encontrar o lugar do ser humano no mercado de trabalho é um dos maiores desafios deste mundo que não para de se transformar. Mas como fazer isso num contexto em que o futuro já chegou e no qual decisões equivocadas tomadas hoje podem arruinar o amanhã?

    O exclusivo MBA em Neuroestratégia, promovido pela Fundação Proamb em parceria com o centro de ensino espanhol Esic, joga luz sobre essas questões e discute formas, métodos e técnicas para empresas e profissionais se manterem relevantes no mercado de agora e do futuro. Com seu inédito tema voltado à tomada de decisões, o curso iniciado em abril despertou tanto interesse de líderes e gestores que está com inscrições abertas para uma segunda turma.

    A cada semana, diferentes temas são tratados nas aulas que ocorrem no Dall’Onder Grande Hotel, envolvendo saberes nas áreas de filosofia, sociologia, cultura corporativa, finanças, produção, mercado, entre outras, sempre à luz da neurociência.

    Semana passada, a master class foi sobre tecnologia, com o professor universitário Alexandre Weiler, também diretor acadêmico da Esic. Para o doutorando e mestre em Administração, a tecnologia deixou há tempos de ser ferramenta para ser um agente transformador, imprimindo novas marcas no tempo e no mercado. “Hoje, boa parte do que fizemos são os sistemas que decidem, até a hierarquia nas empresas teve sua instância achatada pelos sistemas. Nós nos perguntamos qual será nosso espaço, o que o ser humano realmente terá de espaço dentro do mercado de trabalho. Nós discutimos exatamente isso nesta disciplina, o papel da gestão, da tecnologia, do marketing, do mercado, do ser humano”, comenta Weiler.

    Por isso, o trabalho de setores da sociedade como organizações, empresas, mídias e universidades deve, segundo ele, conscientizar as pessoas sobre a era que vivemos. Depois, é preciso discutir sobre esse cenário robotizado que se apresenta. E é isso que o MBA faz. “Nós criamos um programa inovador, único no mundo como escola de negócios internacional, justamente preocupados com tudo isso. Nós precisamos ter uma discussão sociológica, filosófica e econômica, porque a nova ordem da economia que vem por aí nos mostra dois caminhos. Um deles é sentar e discutir a economia para ir para um estado de bem-estar social, o outro é sombrio, onde de um lado teremos uma elite e do outro, o resto”, analisa Weiler.

    Nessas condições, é preciso estar preparado para um novo mercado e minimizar os impactos da mudança que ocorrerá no ciclo do qual estamos acostumados há décadas, o do salário no fim do mês pelo trabalho numa linha de produção. “É uma utopia achar que empregos serão criados na mesma proporção da mudança. Nem todos vão virar programador de inteligência artificial, nem todos vão absorver conhecimento de computação cognitiva, não serão cientistas de dados ou digital influencers”, opina.

    Segundo Weiler, as empresas que não levarem em consideração a problematização de gestão, marketing e tecnologia estão fadadas a ficar de fora do mercado. Neste contexto, o MBA supre uma carência de mercado, já que traz ao corpo de alunos a expertise de professores que também são empreendedores e conseguem, a partir da neurociência, apresentar novas formas de pensar os desafios do mundo competitivo dos negócios. “Precisamos nos encontrar neste novo cenário. Daqui 5 ou 10 anos, estaremos tomando decisões para parques de inteligência artificial, e a neurociência e a neuroestratégia são caminhos para encontrar qual é o lugar que a máquina não chega, qual o lugar que o sistema não chega, e é esse espaço que precisaremos ocupar, porque no outro estão as máquinas, que são mais rápidas e não têm a limitação biológica que nós temos, então é uma guerra perdida. Já temos sistemas automatizados escrevendo notícias, inteligência artificial fazendo pesquisas, carros autônomos e até assistente do Google negociando preços para você fazer determinado serviço, como se estivessem imitando o ser humano. Se conseguimos juntar a precisão das máquinas com a genialidade do ser humano, podemos atingir fronteiras nunca imaginadas. Mas é um aspecto que também tem seu lado sombrio, porque não existe mais privacidade, nem pessoal e nem do que pensamos, já que, a partir de modelos produtivos, podemos inferir várias coisas”.

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