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“A metacognição é um processo profundo de autoconhecimento”

    A metacognição é uma forma de pensar sobre o pensar que se caracteriza pela busca do autoconhecimento, a partir do ponto de vista cognitivo. Mas não é só isso, ensina Paulette Melo, professora convidada da FGV que ministrou a masterclass Processos de Metacognição no MBA em Neuroestratégia e o Pensamento Transversal, promovido pela Proamb e pela Esic. “A metacognição implica numa imersão em si, aprendendo a aprender, mas também aprendendo a desaprender e aprendendo a reaprender”, diz a docente, PhD em Administração pela Universidade Cristã da Flórida (EUA).

    Profissional requisitada para palestras em corporações como Globo, SBT e Unimed, Paulette ministra aulas relacionadas à gestão estratégica de pessoas e liderança em vários MBAs da FGV. Também é consultora e atuou 29 como Superintendente Regional do Santander na liderança de equipes comerciais.

    Nesta entrevista, a professora graduada em Direito, pós-graduada em Administração de Instituições Financeiras e com MBA em Gestão Empresarial apresenta formas de compreender como a metacognição impacta na nossa vida. E como ela atua para capacitar os profissionais de modo a torná-los mais preparados para a tomada de decisões a partir da confiança em seus conhecimentos e na própria intuição.

    Como podemos definir a metacognição? Como desenvolvê-la?

Metacognição é o pensar sobre o pensar. É entender como cada pessoa entende, e elabora o pensamento para aprender. Trata-se de uma percepção para além da normal sobre como alguém aprende e se desenvolve do ponto de vista cognitivo. Metacognição é compreender como funciona o processo da aprendizagem e quais os resultados/produtos que tal aprendizagem gera. A metacognição vai avaliar as emoções e motivos que levam alguém a querer aprender.

    Pode-se dizer que metacognição é uma forma de aprender a aprender?

    Sim, mas não só isso, a metacognição implica numa imersão em si, a ponto de conhecer fatores e aspectos que despertam o desejo de aprender e aplicá-los em si, aprendendo a aprender, mas também aprendendo a desaprender e aprendendo a reaprender.

    Que importância o desenvolvimento dela tem para a vida profissional?

    A metacognição é a intersecção entre inteligência emocional, aprendizado e conhecimento. É claro que ao dominar maiores complexidades em seu trabalho, aprendendo e ampliando a percepção no sentido do novo, alguém cresce e vai ampliando sua capacidade de lidar com novos temas, melhorando a qualidade da tomada de decisão, seja a partir da própria subjetividade, ou seja, autoliderando-se, seja a partir dos relacionamentos interpessoais, liderando grupos e impactando na cultura e no clima da organização.

    Como se aplica, ou como é exercida a metacognição, no processo de tomada de decisão? No que ela ajuda neste processo?

    Primeiramente a metacognição impacta o ser interior de cada pessoa, conferindo segurança. Pessoas que se desenvolvem constantemente, que conhecem a si próprias e como seguirão aprendendo sempre, apresentam autoconhecimento bem estabelecido, ou seja, confiam em seus conhecimentos e também na própria intuição, esses dois fatores são essenciais na tomada de decisão e é claro, no sucesso de qualquer profissional.

    A metacognição ajuda também na nossa vida pessoal? De que maneira?

    Pessoas com autoconsciência do processo de aprendizagem transitam em todas as arenas com maior tranquilidade; são indivíduos que ativam seu potencial, usando capacidades pessoais a seu favor, ganhando destaque não apenas no trabalho, mas na vida. São pessoas mais equilibradas e usam seus gatilhos metacognitivos de forma positiva, e isso se reflete diretamente gerando emoções positivas, de conforto e satisfação pessoal. Existe algo melhor para compartilhar na vida pessoal do que conforto e satisfação pessoal?

    As empresas já buscam desenvolver a metacognição em seus colaboradores? De que maneira?

    Infelizmente não. A maioria das organizações oferece treinamentos que são enlatados e prontos, ou seja, conteúdos fechados. As organizações que quiserem sobreviver e prosperar com maestria no século XXI deverão lançar mão de ferramentas diferenciadas, como é o caso da metacognição, cujo objetivo final é o de gerar livres pensadores positivos e entusiasmados consigo mesmos e com a vida, sendo capazes de influenciar a outros no mesmo sentido.

    O que a metacognição nos diz sobre autocontrole de emoções e de ações?

    A metacognição é processo profundo de autoconhecimento e busca pelo melhor do potencial de cada um. Essa busca, que deveria ser a busca de sentido de vida para todos e não o é, deve gerar sim, uma convivência mais amorosa, pacífica, gentil e elevada. Realidades acessíveis a todos, mas infelizmente, abraçadas e escolhidas por poucos. Tenho orgulho de ministrar o tema pela ESIC e maior orgulho ainda em saber que a Proamb abraçou esse projeto vencedor na busca no novo!

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