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Proamb amplia atuação para coprocessamento de resíduos líquidos

    Empresas geradoras de resíduos líquidos inflamáveis contam com um novo serviço oferecido pela Proamb: além da destinação correta, o chamado coprocessamento de líquidos transforma esses materiais em combustível para os fornos de cimenteiras, promovendo, ainda, sua eliminação total do meio ambiente. O resíduo é utilizado como substituto energético nos fornos, assim como no serviço de coprocessamento de resíduos sólidos, oferecido de forma pioneira no Rio Grande do Sul pela fundação de Bento Gonçalves.

    Os resíduos líquidos são transportados em cargas consolidadas, geralmente de 15 ou 30 toneladas, diretamente às cimenteiras. Lá, são injetados diretamente no forno em substituição ao coque de petróleo. Para que isso aconteça, explica a engenheira ambiental Carolina Pereira, é necessário um estudo técnico do material. Às empresas, são solicitados o fluxograma do processo de geração e a ficha de emergência para melhor conhecimento do produto. “Alguns solventes, por exemplo, têm ponto de fulgor baixo, ou seja, numa temperatura ambiente o resíduo libera vapores inflamáveis, bastando apenas uma fonte de ignição para que haja a ocorrência de um incêndio ou de uma explosão”, diz Carolina.

    Depois disso, com uma amostra colhida do material, são realizados nove tipos de testes antes de a carga ser transportada. “Analisamos o poder calorífico inferior, questões do cloro, dos metais, dos pontos de fulgor, entre outros. O material precisa atingir vários parâmetros para poder ser utilizado nos fornos como substituto de combustível”, comenta a profissional da Proamb. Outra preocupação é com a própria carga. Embora a contratação da transportadora seja incumbência da empresa geradora do resíduo, a Proamb é corresponsável pelo deslocamento do material. Por isso, ela realiza uma auditoria na transportadora, para certificar que disponha de seguro ambiental e atenda à legislação vigente do transporte de cargas perigosas.

    Atendidos todos os requisitos, a utilização desses resíduos líquidos com poder calorífico nas cimenteiras traz um grande ganho para as empresas que os geram, como refinarias e indústrias químicas, de solventes, de tintas e de plásticos. “A partir do momento que esse material é enviado para a queima em cimenteiras, ocorre a eliminação do material e, consequentemente, do passivo”, pondera a engenheira.

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