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07/07/2021

COPROCESSAMENTO DA PROAMB EVITOU ENVIO DE 236 MIL TONELADAS DE RESÍDUOS PARA ATERROS


    Contribuir para que menos resíduos sejam enviados a aterros, de modo a dar um novo reaproveitamento a esses materiais e ainda eliminá-los do meio ambiente, é um dos maiores benefícios do coprocessamento.

    A técnica de blendagem de resíduos, para envio ao coprocessamento nas cimenteiras, foi introduzida de modo pioneiro no Rio Grande do Sul pela Fundação Proamb e tem contribuído decisivamente para esse cenário.

    Pelo menos 236.488 toneladas de resíduos deixaram de ser enviadas para aterros no Estado desde que a organização passou a operar com esse método, em 2013 – esse número equivale ao peso de cerca de 570 aviões Jumbo. “O coprocessamento consegue reinserir o resíduo na cadeia produtiva e ainda elimina os passivos ambientais”, diz Ana Clara Kirsten, da planta de coprocessamento da Proamb, em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana.

    No coprocessamento, resíduos de diversas naturezas com poder calorífico passam por trituradores e peneiras para serem descaracterizados e reduzidos a milímetros. Depois, são compactados e enfardados. Esse material, chamado de CDR – combustível derivado de resíduos –, é levado para cimenteiras e utilizado nos fornos, em substituição ao coque de petróleo, para a produção de cimento.

    É neste momento que ocorre outro benefício: a redução dos impactos ambientais e a promoção da sustentabilidade da indústria cimenteira. Além de sua função de substituir combustíveis fósseis, o coprocessamento pode ser utilizado como substituto da matéria-prima para produção do cimento – um serviço também já disponibilizado pela Proamb.

    O coprocessamento foi introduzido pela Proamb no Estado após a Fepam proibir, em 2010, a destinação de resíduos com características de inflamabilidade em aterros. Assim, borras de tinta e solvente, refugos de plásticos, madeiras, têxteis, serragem contaminados com óleos e outros materiais inflamáveis, passaram a ter uma nova utilização. As indústrias calçadistas e petroquímicas lideram o envio de material para Nova Santa Rita, mas segmentos dos serviços, como postos de combustível e mecânicas, também contribuem com parcela significativa no despacho dos resíduos que todos os meses chegam à planta de coprocessamento.

    Essa tecnologia acabou trazendo um outro benefício de alcance geral. Tem contribuído para o aumento de uma consciência ambiental. “Não recebemos apenas resíduos inflamáveis, muitos mandam resíduos não perigosos que, pela legislação, poderiam ir para aterro. Mas mandam para nós porque já têm um olhar mais ambientalmente correto”, diz Ana.


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